GULFOOD ABRE MERCADOS PARA BRASILEIROS

As empresas brasileiras que participaram da feira Gulfood, em Dubai, encerraram nesta quinta-feira (27) o último dia da mostra com negócios fechados com clientes dos Emirados Árabes Unidos, Rússia, Paquistão e outras nações, especialmente do Oriente Médio e Norte da África.

Além dos negócios, o diretor-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Michel Alaby, foi consultado por representantes de importadores da Índia, Austrália, Nigéria e Paquistão. A Câmara Árabe foi uma das organizadoras da participação brasileira na mostra, junto com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Os participantes do evento afirmaram que um dos principais atrativos da feira é a visibilidade que ela tem e a qualidade dos visitantes que atrai.

“As empresas estão muito satisfeitas com esta edição. A área de cobertura da Gulfood é fantástica, chega a locais muito distantes. Atrai compradores que não vão para a ISM (realizada na Alemanha, é uma das maiores mostra do setor de doces). É o território ideal para a maioria dos exportadores”, disse a vice-presidente de exportações da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), Solange Isidoro.

O gerente de exportações da fabricante de confeitos Peccin, Alain Wehbe, afirmou que “não pode reclamar” do desempenho das vendas. Nas primeiras horas de feira, no domingo (23), ele já havia fechado os primeiros contratos. “Nosso rendimento ficou acima do que esperávamos. Além dos negócios que fechamos, temos muitos contatos bons. Teremos muito trabalho nos próximos dias em decorrência desses contatos”, disse Wehbe. A maior parte das vendas da Peccin foi para países do Golfo, mas seus produtos chegarão também a importadores e distribuidores do Marrocos, Egito, Argélia e Tunísia.

Gerente do projeto Brazilian Fruits do Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf), Paulo Passos Filho afirmou que a mostra rendeu negócios com clientes do Irã, Emirados Árabes, Rússia e Kuwait. “Há um mercado grande para as polpas de frutas, para a castanha-do-pará, que aqui no exterior se chama ‘Brazilian Nut’ (castanha do Brasil) e para os sucos também. A maioria dos clientes do setor é da Europa, mas queremos buscar outras regiões. Oriente Médio, Leste Europeu e Ásia são prioritários. Esta feira abre portas para entrar com outras ações neste mercado”, disse.

Espaço para evoluir

Alaby observou que a participação brasileira na mostra cresceu quase 50% em número de participantes em comparação com a edição de 2013. Neste ano, 77 companhias foram à Gulfood com a Câmara Árabe e a Apex. O espaço brasileiro tinha um mezanino em que eram servidos pratos típicos com ingredientes apresentados pelos expositores. Mesmo com este crescimento, Alaby afirma que é possível evoluir em 2015.

“Tivemos um número de empresas surpreendente. Mas falta ter uma variedade maior de produtos e proporcionar mais degustação daquilo que está sendo apresentado, e expor ainda mais o que o Brasil faz. Podemos ter guaraná, por exemplo. Podemos explorar isso”, disse.

Alaby acrescentou que a quantidade pessoas que passaram pela feira nos cinco dias também o impressionou. A organização da mostra esperava 80 mil visitantes, mas o diretor da Gulfood, Mark Napier disse à ANBA na quarta-feira (26) que esse número seria ultrapassado.

“Fiquei surpreso com o interesse sobre o Brasil. Falei com um importador da Índia que deseja comprar arroz e feijão brasileiros, um da Nigéria em busca de carne de frango, um australiano que quer comprar açúcar e um do Paquistão interessado no chocolate brasileiro. Entre as empresas brasileiras que vieram, falei com metade delas e todas disseram que querem voltar no ano que vem”, disse Alaby.

O analista de negócios internacionais da Apex, Marcio Guerra, afirmou que esta foi a melhor edição do Brasil na Gulfood porque foi nela que o País teve mais espaço. Ele observou que a característica do público que participa desta mostra influencia na realização de negócios. “A Gulfood recebe os tomadores de decisão das empresas compradoras. Eles já vêm aqui para fechar negócios”, disse. Até a conclusão desta reportagem, a Apex não havia divulgado a expectativa do volume de negócios realizados pelas companhias do Brasil na mostra.

 

Fonte: Agência Anba

Uma resposta para “GULFOOD ABRE MERCADOS PARA BRASILEIROS”

  1. Lauricio Leal disse:

    Parabéns pela excelente reportagem.

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